03 de setembro de 2025
Academias no Brasil: Dados, Desafios e Oportunidades
Como está o mercado?
O mercado de academias no Brasil mudou nos últimos anos: há mais demanda, mais competição e novas formas de atender o aluno. Por isso, olhar para números e tendências é parte do trabalho de gestão.
Neste blog, usamos os dados do relatório “Mercado de Academias no Brasil: Dados e Tendências”, do Sebrae, que oferece um panorama claro do cenário atual, dos desafios de gestão e das oportunidades que podem ser exploradas.
Ao longo do texto, além dos dados, vamos apresentar boas práticas observadas em projetos que levam DOOH para dentro de academias — como iniciativas do tipo WellHub TV, uma parceria entre 4yousee, Eletromidia e Wellhub — para mostrar, de forma prática, como telas bem geridas deixam de ser “playlist genérica do Youtube” ou um mero plano de fundo e passam a apoiar experiência, comunicação e, em alguns casos, novas fontes de receita.
O tamanho do mercado fitness brasileiro: indicadores essenciais
Para entender o cenário, vale olhar os números. O Brasil figura entre os líderes globais em quantidade de academias e segue com potencial de crescimento.
Principais Indicadores do Setor:
Os dados indicam um setor em expansão — e o 47% de sedentarismo revela espaço para aquisição e reativação.
Para quem cuida de comunicação nas unidades, isso se traduz em duas frentes de conteúdo: onboarding de novos alunos e estímulos de recorrência para manter a frequência.
O que faz as academias fecharem?

Apesar do crescimento, gerir uma academia não é simples. A concorrência é alta e a mortalidade preocupa: segundo o Sebrae, a taxa de mortalidade de academias no Brasil é de 27,89%. Isso significa que, a cada quatro negócios, um encerra as atividades.
Mais do que custos, muitos fechamentos nascem de lacunas de posicionamento e retenção — adquirir, engajar e manter o aluno mês a mês. Entre os motivos recorrentes:
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Carga tributária elevada – pressiona margem e dificulta a escala.
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Custos operacionais altos – folha, aluguel, manutenção de equipamentos e energia.
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Baixa diferenciação – oferta parecida com a concorrência e pouca clareza de proposta de valor.
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Retenção fraca – falta de rotina, motivação e comunicação efetiva com o aluno.
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Entendendo o aluno: o segredo da retenção

O maior desafio, sem dúvida, é manter o aluno engajado. A pesquisa citada pelo Sebrae revela que a principal razão para o cancelamento de planos não é o preço, mas a falta de motivação.
Curiosamente, muitos alunos que pagam e não frequentam o fazem por razões psicológicas, esperando um “empurrão” que muitas vezes não vem. Veja os principais motivos para manter o plano, mesmo sem treinar:
- 23% afirmam que é para “ter a opção de ir se quiserem”.
- 16% dizem que “só de estar matriculado já se sentem bem”.
- 11% esperam que a matrícula sirva como “motivação para fazer exercício”.
Esses dados são um sinal claro: o aluno moderno não busca apenas um local com bons equipamentos. Ele busca uma experiência que o mantenha motivado, engajado e conectado com seus objetivos.
Como manter o aluno engajado?
Um canal de conteúdo nas telas da academia (TV na academia) cumpre esse papel sem depender de grupos de mensagem ou redes sociais: a academia fala com quem está treinando, na hora em que a decisão de voltar amanhã acontece.
O que a academia poderia exibir nesse canal:
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Horários de aulas e eventos do dia (com chamadas rápidas por nível/objetivo).
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Avisos institucionais e campanhas (manutenção, regras, promoções, novidades).
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Conteúdo de bem-estar (dicas de postura/segurança, alongamento, hidratação).
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Quadros motivacionais e de comunidade (desafios da semana, destaques da turma).
Como seria a operação desse canal?
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A programação pode combinar conteúdos prontos (notícias confiáveis, esporte, entretenimento, saúde e bem-estar — em faixa horária definida, das 7h às 21h) com itens da própria academia.
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A gestão é feita pelo seu time, via software (ex.: templates, agendamento e atualização em tempo real), o que facilita publicar recados de última hora e padronizar comunicação entre unidades.
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Começo simples: com uma TV já é possível rodar a grade, inserir seus avisos e ir medindo o que engaja mais.
Quando faz sentido, esse mesmo espaço pode abrir uma linha de receita: a parceria WellHub TV + Eletromidia + 4yousee, por exemplo, permite monetizar parte das janelas da programação da tela com publicidade relevante para o ambiente, revertendo uma parcela ao caixa da academia, sem custo operacional extra.
O próximo passo? Aprofundar seu conhecimento
Os dados apresentados mostram que o sucesso no ramo de academias depende de encontrar maneiras e estratégias focadas na experiência do aluno.
A tecnologia pode ser uma grande aliada para superar os desafios de engajamento e, ao mesmo tempo, criar novas fontes de receitas.
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