10 de fevereiro de 2026
NRF 2026: o que o maior evento de varejo do mundo revelou sobre o futuro do Retail Media?
O NRF 2026 aconteceu entre os dias 11 e 13 de janeiro no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York. Com mais de 40 mil visitantes e 1.000 expositores, o evento consolidou uma mensagem que vinha se formando nos últimos anos: a era da experimentação acabou. Agora é hora de executar.
O tema deste ano, “The Next Now” (algo como “O Próximo Agora”), deixou claro que as tecnologias discutidas há anos, especialmente a inteligência artificial, já não são mais promessas. São realidade operacional e isso muda completamente o jogo para quem trabalha com mídia, varejo e comunicação no ponto de venda.
Sundar Pichai, CEO do Google, foi direto no palco: a IA vai transformar o varejo tão profundamente quanto o e-commerce e o mobile fizeram.
Mas o diferencial da NRF 2026 não foram os keynotes de CEOs, foram os cases reais de operação, as parcerias estratégicas e os sinais concretos de para onde o mercado está caminhando.

O clima do evento: menos hype, mais execução
Diferente de edições anteriores, que ainda tinham um tom de “olha o que vai ser possível fazer”, a NRF 2026 mostrou o que já está sendo feito. Walmart, Kroger, Target, Best Buy e Nordstrom trouxeram exemplos práticos de como estão integrando IA em suas operações, desde recomendações personalizadas até ajustes dinâmicos de preço e estoque em tempo real.
Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch e premiada como Visionary 2026, resumiu bem o momento:
“O varejo é uma jornada. Não tem linha de chegada. Tudo continua evoluindo.”
Um ponto que ficou claro: as lojas físicas não perderam relevância, pelo contrário, o que mudou é o papel delas: deixaram de ser apenas ponto de venda para se tornarem espaços de experiência, relacionamento e, cada vez mais, veículos de mídia.
3 tendências de Retail Media para 2026
1. Comércio Agêntico: quando a IA decide (e compra) pelo consumidor
Uma das expressões mais repetidas na NRF 2026 foi “agentic commerce”, ou comércio agêntico, a ideia é simples (e transformadora): em vez de o consumidor buscar produtos, comparar opções e decidir, ele descreve uma necessidade e a inteligência artificial faz o resto. Pesquisa, seleciona, compara e executa a compra.
O Google anunciou durante o evento o Universal Commerce Protocol, um padrão aberto desenvolvido com grandes varejistas para permitir que agentes de IA operem em toda a jornada de compra, da descoberta ao pós-venda. E o Walmart já está integrando o Google Gemini em sua experiência de compra assistida.
Para quem trabalha com mídia no varejo, isso muda tudo. Se a IA passa a ser a “primeira parada” do consumidor antes de qualquer decisão, aparecer nos resultados depende menos de grito publicitário e mais de dados bem estruturados, informações confiáveis e reputação construída ao longo do tempo.
Como resumiu Adriana Garbim, VP Comercial da Cielo:
“No Brasil, o varejista sempre foi muito bom em gritar para atrair cliente. Mas em 2026, se você precisar gritar, é porque sua estratégia de dados falhou.”
2. Retail Media: a loja vira mídia (de verdade)
A NRF 2026 dedicou um dia inteiro ao tema, com o evento “What’s In-Store for Retail Media Networks” reunindo mais de 550 profissionais logo no primeiro dia. O recado foi claro: lojas físicas e canais digitais do varejo estão se tornando mídias poderosas para anunciantes, exatamente no momento em que o consumidor demonstra maior intenção de compra.
O desafio? Mensuração. Apesar do crescimento acelerado, a mídia in-store ainda carece de métricas padronizadas. A dominância de Amazon e Walmart no digital cria uma assimetria que precisa ser equilibrada com operações consistentes, conteúdo de qualidade e principalmente medição confiável do que acontece dentro da loja.
Neste contexto, a 4yousee surge como uma aliada estratégica do varejo ao reforçar que a loja física não deve ser encarada apenas como um ponto de venda, mas como um verdadeiro ponto de experiência. O uso de Digital Signage, dados e gestão inteligente de conteúdo transformam as telas e espaços do ambiente físico em canais ativos de comunicação, capazes de impactar o consumidor no momento mais decisivo da jornada.
Ao integrar tecnologia, mídia e comportamento, a 4yousee ajuda varejistas a converter a loja em um ativo de Retail Media mais mensurável, relevante e rentável, um potencial que muitas operações ainda deixam de explorar.
3. Jornada única: o consumidor não vê canal, vê experiência
Um dos sinais mais claros da NRF 2026 é o fim definitivo da discussão “físico versus digital”. Para o consumidor, a jornada é uma só.
O conceito de phygital (fusão entre físico e digital) foi reforçado como tendência central. Lojas se transformam em espaços de cultura e experiência, enquanto a tecnologia opera nos bastidores garantindo fluidez entre descoberta, pagamento e entrega.
O ponto crucial: a tecnologia precisa ser invisível. O consumidor não quer “ver” inovação, quer sentir que tudo funciona. IA que prevê demanda, ajusta preços, personaliza ofertas e analisa comportamento em tempo real só faz sentido se o cliente nem perceber que ela existe.
O que isso tem a ver com a sua operação
Se você trabalha com DOOH, retail media ou qualquer forma de comunicação no ponto de venda, a NRF 2026 trouxe sinais importantes.
O primeiro é que dados estruturados e confiáveis se tornaram pré-requisito para existir no novo ecossistema. Não dá mais para operar com informações fragmentadas ou métricas inconsistentes quando a IA está mediando decisões de compra.
O segundo é que a loja física ganhou um papel renovado e isso abre oportunidades enormes para quem consegue transformar tráfego e atenção em valor mensurável para marcas e anunciantes.
O terceiro é que a execução importa mais que o discurso. A era dos pilotos que nunca escalam acabou. O varejo está cobrando resultados concretos: redução de custos, aumento de conversão, experiências que funcionam.
A 4yousee acompanha essa evolução de perto. Nosso ecossistema do 4yousee analytics foi construído exatamente para entregar o que o mercado está pedindo: gestão eficiente de conteúdo, métricas padronizadas e a conexão entre quem tem inventário e quem quer anunciar.
Se você quer entender como isso funciona na prática, vale conhecer nossas soluções!